Uma pequena crônica sobre Jornalismo móvel
- Izabela Boreli
- 27 de fev. de 2016
- 2 min de leitura

Há duas décadas o acesso à rede mundial foi implantado no Brasil e o Jornalismo exposto diariamente a novas configurações. As mudanças foram elencadas em estratégicas e estruturais. Os processos sofreram e ainda sofrerão modificações, seja na apuração, produção, consumo e/ou circulação.
O futuro das notícias é o tema. Para pra pensar comigo nessa realidade, o Jornalismo de multiplataformas que é tão presente. Este novo cenário era inimaginável há alguns anos para tantos estudiosos, para o profissional, para o estudante de Comunicação; eu, você. No texto "Um novo consenso sobre o futuro do jornalismo", do Observatório de Imprensa, a expectativa é óbvia e talvez seja a mesma entre nós, consenso.
Em meio a tanta informação, a cada linha nocivamente mal construída, lembro veemente da fala dos professores exclamando, “checar, checar e checar”. Ah, mas checar para quê? O que importa agora é a agilidade nesse processo, a informalidade, o flash da informação.
Os veículos deveriam se preocupar em potencializar os conteúdos que são reproduzidos – na tentativa de explorar as inúmeras possibilidades da Internet; de novas técnicas, novas narrativas – na mesma medida em que cospem tais linhas.
Hoje, nossos filtros são os dispositivos móveis, quem sabe um gatekeeper digital, por sua vez, limitado, que nos rodeiam e conhecem nossos gostos, necessidades e nos oferecem informações que se adequam às nossas demandas. Cada pessoa se tornou um meio de comunicação.
Na selva da sobrevivência jornalística, o impresso pode estar em decadência industrial e financeira, é natural que alguns se adaptem e outros não, por não conseguir superar a transição; talvez a publicidade tradicional também possa desaparecer. Mas no meu futuro particular das notícias, o toque inquietante de uma notificação não será do Whatsapp, na verdade é a chegada de uma nova notícia onde o olhar comercial aliou-se ao olhar informativo; o dinheiro está em jogo, mas a credibilidade também. O Jornalismo vai continuar sendo a fonte mais confiável, com selo de qualidade.
E, para finalizar, um ‘conselho consenso’: o que vai te distinguir no futuro das notícias é a sua maneira única de contar uma história, a apuração, a credibilidade, a qualidade da notícia, o crème de la crème (o melhor do melhor), me entende? Então se atente para separar o que é relevante do que é interessante, porque eu sei que você sabe que o Jornalismo sempre se reinventa.
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