O fator decisão,
- Izabela Boreli
- 6 de abr. de 2016
- 2 min de leitura
você possui?
O atual cenário de crise ao qual estamos expostos nos leva a uma profunda reflexão. Nesse momento, o tentador "O que você está pensado agora?" na barra superior do Facebook parece ser a melhor pergunta a responder e acaba nos levando ao centro da geração selfie: o fator decisão.

Tudo é feito sem o filtro da razão, literalmente, as leituras são superficiais; postagens sem argumentos, a opinião acima de tudo; a informação precisa se adequar aos caracteres. Os feeds, com fluxo constante de notícias, fotos, vídeos e "memes", fazem os usuários ter a falsa sensação de estarem informados.
Antes funciona assim, os pais falavam o que estava errado e você refletia, até mesmo por dias a respeito. Era cultivado o ouvir, o entender e o respeitar do outro, que, de uma forma ou de outra, sempre tem algo a ensinar. Além do que, nenhuma verdade é absoluta, inclusive a sua.
Seth J. Carr escreveu em sua coluna no jornal Chicago Tribune que, quem faz parte dessa geração costuma ter uma má reputação, pois são incapazes de desenvolver seu potencial e viciados em redes sociais e nos autorretratos ou selfies. Mais adiante, Walter Mead, em seu blog American Interest comenta que esses jovens quando adultos precisarão se ajustar. Eles “pensam que podem ficar sentados sem fazer nada até que o governo e economia lhes ofereçam um posto de trabalho”.
O jovem que tem consciência do seu papel no mundo, vai se permitir enxergar as coisas de um outro ponto de vista, ao deixar suas próprias verdades de lado.
E como diria Lenine:
“Meu amor
O que você faria
Se só te restasse esse dia
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria.”
'Só por hoje' vale a leitura do glorioso texto de Celso Vicenzi.
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